domingo, 22 de março de 2009

Meu caro Amigo

Cheguei cedo ao Centro Cultural dos Correios.
Junto com as meninas, comprei os ingressos, e como a peça começaria beem mais tarde, ficamos num café no CCC mesmo, colocando a conversa em dia, falando sobre facul, sobre nós, sobre o mundo...Eu com as meninas, as minhas meninas, como sempre foi, como sempre será: Agradavelmente mágico!

Mas independente das boas companias, a peça foi um show a parte!
Eu não gosto muito de Chico, embora eu saiba que o cara é um gênio.
Mas meu Deus, ainda que eu não seja especialista, me reservo a autoridade de dizer que a peça é magnificamente bem escrita, fazendo as relações entre as músicas, as épocas vividas, a vida da personagem, tendo umas sacadas...
Sabe quando cada fala te toca? Quando parece que as coisas estão se passando com vocÊ? Quando você sente a emoção e de repente se sente embargada, com nó na garganta e uma vontade danada de chorar? Não de tristeza, de emoção mesmo! A emoção da mera comtemplação da arte.
Enfim, essa peça me deixou assim...

Saí pensando se de fato o choro da atriz era emoção ou simples encenação.
Eu sabia a resposta. A mulher está fazendo a mesma peça há meses, 3 vezes por semana, só se ela fosse ninja pra se emocionar sempre com as mesmas cenas...
E pelo que percebi, ela não era ninja, era mesmo uma senhora atriz!!!

Fica a dica:

Meu Caro Amigo"a história de uma fã embalada pelas canções de Chico Buarque
estréia 13 de janeiro, até 5 de abril
Teatro do Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro / RJ (ao lado do CCBB- RIO)

R$15,00 e R$7,50 (meia entrada)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ler faz bem

http://omacondominios.wordpress.com/2007/11/19/falta-de-valores-e-infantilizacao-sao-motivos-para-crimes-cometidos-por-jovens-na-barra-dizem-especialistas/
"Pobre gosta de ver riqueza; quem gosta de ver pobreza é intelectual!"

Barra

Um assunto que eu sempre penso, é sobre o dos moradores da barra, que na minha concepção são pessoas mesquinhas, as quais vivem num mundo isolado e a parte, configurando uma discarada segregação sócio-espacial, gerando cidadãos sem consciencia do senso de realidade.
Felizmente, meu pensamento não é único, e na falta de paciÊncia minha para escrever, pus esse link adiante, que é de uma repostagem curta, objetiva e muito boa que encontrei sobre o assunto.-"Segregação-barra"-
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Continuando a minha pesquisa sobre o assunto, encontrei algo que nem se relacioava muito, sobre midia, e era feita uma citação sobre os programas que fica mostrando a vida de famosos, coisas luxuosas e etc., programas, no geral, visto por pessoas de classe menos favorecidas e tal, e fechava com uma frase muito legal:

"Pobre gosta de ver riqueza; quem gosta de ver pobreza é intelectual!"

Vaele a pena pensar. rs

Futebol, Meu sentimento


Uma pergunta feita por muitos:

Qual é a graça de ver 22 homens num campo, correndo atrás de uma bola, com o único objetivo de encaixá-la no gol?

Esta questão, sinceramente, eu até consigo entender, uma vez que tem toda uma análise tática da montagem do time, há as trocas de passes que poderiam ser vista em espetáculos de balé e até as brilhantes atuações de alguns jogadores que fingem ter sofrido uma falta ou um pênalti, que arrancariam aplausos nos tablados de teatros. E dependendo do ponto de vista. Pode ser visto certa graça nisso.

Porém acho que o que realmente intriga não só a mim, mas também a todos os não admiradores de futebol, não são os objetivos estranhos, comuns a jogos, mas sim o alvoroço que se cria a cada lance apitado errado ou os pulos de alegria a cada lance ministrado com sucesso, intriga a devoção, amor e paixão destinados a um mero time, intriga as lágrimas de emoção e as provocações trocadas efusivamente entre torcedores de times adversários.

Para os não admiradores de futebol, essa relação de torcedor-time, deve parecer algo tão irracional quanto os ‘jogos’ do Coliseu. Mas eu digo que não, o amor pelo time não é algo doentio ou grotesco como as batalhas cerradas no Coliseu, embora eu acredite que alguns conceitos da irracionalidade caberiam a esta relação, já que este sentimento citado, amor, não é racional, não tem origem, começo, meio nem fim, ninguém sabe o porque dele existir, ninguém sabe de onde vem e pra onde vai. Só se sabe que ele existe, e que é sentido.

Vejo aí o encantamento do futebol, o encantamento de ter um time, pois este nos traz alegrias, por vezes decepções, mas que em seguida são superadas pela expectativa, pelo desejo da superação, é como um filho ao qual você quer bem, e que acompanha a sua jornada com o coração na mão, sorrindo e chorando junto com ele. É como um melhor amigo, pelo qual você sempre irá brigar.É como um pai, o qual você admira a coragem e se encanta com as histórias dele contadas.

E longe de mim induzir-te a pensar que um time supre as ausências da vida, não, é claro que não supre, mas ele, num único e ímpar sentimento, consegue unir todas as presenças, te fazendo saborear todos esse misto de sensações. Um sentimento singular, incrível e particular.

E pra que perder tempo tentando explicá-lo posto que é irracional, incompreensível e imensurável? Diga-me pra que tentar explicá-lo, se de fato, nós que não amamos o futebol, mas sim o nosso time, já temos todas as devidas explicações? Já que sabemos que é puro e simples, amor?


(Visão EXTREMAMENTE pessoal e feminina, vista do ponto sentimental e só, somente só.)


sábado, 7 de março de 2009

Ex-Eclética

Dando uma revisada no meu perfil do orkut por esses dias, vi:

“Música: Sou eclética, só não gosto de pagode e gospel”

Isso eu provavelmente já pus há muito tempo!

No tempo em que era legal ser eclética, ou melhor, que eu pensava ser legal ser eclética.

As vezes encontro essas constatações do esforço que eu já fiz um dia (o qual hoje me nego a acreditar) para ser aceita, para parecer mais descolada ou algo do tipo.

Provavelmente, pensava eu na época, que ser eclética era dizer “Hey, eu sou nerd, inteligente, gosto de bossa e mpb, mas eu também posso gostar de funk, axé, hip hop, eletrônica e etc.!”, ser eclética significava que eu podia gostar das mesmas coisas que as pessoas que eram bonitas e super populares. É como se assim eu as alcançasse e pudesse ser tão boa quanto.

Mas era mentira! E eu enganava a mim mesma! Pois eu realmente acreditava em mim! Eu acreditava ser eclética.

Bem sei eu que nunca gostei de axé e não suporto micareta, sei que embora eu goste de dançar funk, as letras não me agradam, só a batida mesmo, pra mim não é um som agradável pra curtir em casa, por exemplo. Sei perfeitamente que música eletrônica me cansa depois de meia hora, tal como hip-hop. Sei que não gosto de pagode, gospel, sertanejo, brega e tantas outros tipos de música! Sei hoje, sabia naqueles dias. Sempre soube!

Mas parece que quando a gente quer acreditar numa coisa, a gente fecha os olhos pra todas as evidências. rs

Fato é que hoje eu sei uma coisa que naqueles dias ainda não sabia.

Ser eclética não é legal!

Ser eclética é ser como a maioria é. É gostar de tudo que todo mundo gosta, pois não se sabe ao certo do que realmente se gosta. É não ter uma opinião própria, um gosto pessoal, é não ter atitude, não ter estilo, é ser passiva , é ser desinteressante.

Mas graças a Deus hoje eu não tenho essa ansiedade de ser reconhecida como parte de um grupo, não tenho mais essa necessidade de ser igual a alguém!

Hoje eu falo: Gosto de Mpb, pop rock e SAMBA! Muito samba!

E só! Ponto final!

E me sinto muito melhor do que me sentia quando eu ‘era’ eclética. Me sinto mais singular! Me sinto mais eu.

Me sinto com atitude.

E sinceramente, me sinto muito mais resolvida que essas pessoas que gostam de tudo e qualquer coisa. E não me sinto tão boa quanto nem igual aos ecléticos, desculpa, eu sou é melhor!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Apnéia

Um rápido e breve suspiro...
Um beijo...
Um momento...
Um momento longo...
Um roçar de línguas
Uma troca de salivas
O braço em torno da cintura que aperta com força, e mais força.
As mãos que sobem e descem, que deslizam dos cabelos até as pernas.
O contato das peles, quentes.
A mão que energicamente agarra a nuca,
A língua que também passa pela orelha.
O beijo que continua pelo pescoço,
Um arrepio.
De volta, a mordida nos lábios.
Mais línguas indo e vindo, se unindo, se selando.
Mais desejo, mais calor, mais força, mais pegada, mais arrepio.
A falta de fôlego.
Um longo último suspiro

E eu fico pensando se eu me lembrei em algum momento de respirar.
Sempre acho que não.
Beijar deveria de ser um exercício obrigatório aos praticantes de apnéia
!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Não Vou Me Adaptar

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!


(Arnaldo Antunes)