segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Botafoguense

É bizarra a capacidade de esquecimento da minha memória.
Mal eu tinha saído do jogo, tava no ônibus ainda, já não lembrava mais de nenhum lance que ocorrera no jogo.
Logo, devido a essa minha incapacidade notória, eu tenho a necessidade de registrar de alguma forma momentos como os vividos hoje.
A memória dos lances, das jogadas, facilmente são recuperados com os vídeos da tv e da internet. Porém cada emoção singular, as quais eu quero que permaneçam guardadas, eu preciso anotar.
Fui ao jogo do Botafogo contra o SP, não deveria, visto que eu tô super (super mesmo) enrolada na faculdade, quase reprovando e o único dia q eu tinha pra estudar era domingo. Mas não sei por qual motivo, eu enfiei na cabeça que eu tinha que ir a esse jogo. E fui. Graças a Deus.
De primeira rolou um estresse básico, visto que eu queria ficar na loucos, mas minha priminha ficou nervosa com a confusão que teve e tive que ficar na botachop. Mas nada que tenha atrapalhado meu dia.
A alegria de abrir o placar e ver os jogadores na 1° metade do 1° tempo correndo atrás de jogo foi imensa, mas os 5 minutos intermináveis de acrescimo e o empate do SP faltando 5 segundos, deram uma derrubada no ânimo. No 2° tempo todo o gás de novo, foda-se se tava empatado a gente tinha que virar, mas não viramos, viraram sobre a gente, e quando eu ouvi que o Flu tava ganhando, meu mundo caiu! A gente estava de volta à zona de rebaixamento, não podia ser! Então eu resolvi fazer uma coisa que eu nunca faço, eu rezei! O que o desespero não faz, rs. E parece que minha reza deu certo! A gente impatou num lance totalmente bobo, um gol como disse meu primo "achado", o qual deu um novo ânimo a torcida e ao time. Vibrei horres com esse gol, parecia uma animalzinha pulando, gritando e abraçando meu irmão.
Daí por diante foi só tensão, nunca chinguei tanto ou fui tão menino na minha vida, eu percebia olhares pra cima de mim, do tipo "não acredito que ela falou isso", pode ter sido impressão, vai saber, mas eu pouco me fudi. Chinguei, pulei, berrei, chutei cadeira, fui um homenzinho por alguns instantes... E eis que numa jogada linda, de ninguém mais ninguém menos do que Jobson, o gol saiu!
CA-RA-LHO! Entramos, eu, meu primo e meu irmão, em êxtase! Gritamos, batemos no que tinha por perto, demos creu pro invisível e nos abraçamos juntos, como se ao nos agarrarmos , agarrássemos as nossas próprias vidas. Sensação única, indescritível, maravilhosa.
E quando finalmente o juíz apitou! Nussss! Fantástico.
Meu irmão disse que foi bonita a comemoração dos jogadores em campo, mas eu fiquei tão entretida com minha própria felicidade, que confesso não ter notado.
Na saída tiveram confusões com a torcida do SP, que por sinal, eu odeio mais do que a do flamengo agora, mas nada que estragasse nossa alegria.
Saímos nos perguntando: Por que com o Botafogo tem que ser sempre assim, tãão sofrido?
Simples, porque se assim não fosse, não teria a mesma graça, a mesma emoção.
Somos sim negativos, esperamos sempre o pior, sofremos como poucos e visto isso há quem não entenda o porque de ser botafoguense, acham absurdo alguém fazer essa opção 'masoquista', mas o que eles ainda não sabem é que a alegria da vitória, aquela mais do que ganha, conquistada, supera TUDO!!! Até mesmo a minha falta de reposabilidade de ter ido ver minha estrela brilhar no lugar de estudar :p


Amo meu time, de paixããoo!
Botafogo Futebol e Regatas, a tua estrela brilha, canto com muita emoção, eternamente alvinegro, será o meu coração, pois esse fogo no meu peito, NUNCA vai se apagar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Estado Civil: Solteira.

Há algm tempo tenho uma teoria a qual já compartilhei com algumas pessoas e elas concordaram.
Vem um monte de gente me dizer que eu sou bonita, engraçada, que tenho bom papo, que sou inteligente e que sou enfim uma pessoa interessante, mesmo perante todas as antipatias.
Ok, eu definitivamente sei mt bem o meu lugar e não sou td oq as pessoas ostentam. Sei mt bem como e oq sou, e definitivamente não sou do tipo que chama mt atenção, mas tenho q concordar que sou interessante de certa forma, e não é que eu seja convencida, é que eu de fato peso muito bem sobre mim mesma. Me acho profundamente irritante as vezes, mas divertida, de uma maneira geral.
E a pergunta que não cala, que eu não passo praticamente nenhum dia sem ouvir: "E o namorado?", "Tah namorando jah?!", "Pow, Amanda, já tah na hora de arrumar um namorado, hein.." e tds os derivados que vc possa imaginar. Enfim, se eu sou tão td isso q as pessoas ficam dizendo, pq eu não tenho namorado? É a pergunta que me fazem, e que eu mesma também me faço.
Não pense que eu tenho essa 'angústia', se assim podemos chamar minha vontade de namorar, só pq as pessoas me pressionam! Nunca! Se eu tenho alguma característica marcante, é definitivamente a minha personalidade. Não é pq me perguntam sobre namoro que eu penso em arranjar alguém. Ok, que as vezes eu fico pensando se as pessoas da família que são mais afastadas, e nunca me viram com ninguém, não acham que eu sou lésbica. rs. Mas nada que me influencie. De verdade.
A minha necessidade deriva de um outro lugar. De mim mesma.
Sou absurdamente sentimantal e carente! Preciso muito de alguém do meu lado, sabe?
E pq Deus eu não arranjo esse alguém????
Sempre busquei por a culpa em algo, alguém, alguma coisa.
Nos homens, falando que td é safado, que ninguém quer saber de namorar, que só querem ficar e tal.
No meu meio, tanto escola, quanto vizinhança e faculdade. Dizendo que só tem criança, pessoas burras, vazias e sem graça.
Em mim, que sou emburrada, estúpida, que não sei dar mole. Que não sou bonita, que tenho a perna torta, o queixo e a testa grande, a bunda flácida, dentre tds os defeitos que eu detesto em mim.
Bobagem, tudo bobagem.
Aí é que entra a minha teoria.
A teoria, de alguma forma culpa a mim, mas não de uma forma negativa, não como um defeito. Mas numa parte que eu até mesmo encaro como qualidade.
Eu tenho toda uma postura que eu diria que impõe respeito. Não sei explicar muito bem, eu brinco, eu zoa, eu saio, eu me divirto, mas não costumo dar respaldo pras pessoas me julgarem de uma forma vulgar, possamos assim dizer. Quando tem alguma brincadeira, ou qualquer outra situação que eu não goste, eu faço questão de deixar isso bem claro, e normalmente de uma forma não muito simpática. A isso soma-se o meu lado inteligente, que acho q causa um certo medo em alguns homens e ainda a minha personalidade, que, como já citei várias vezes nesse blog, inclusive nesse texto que vos apresento, é notavelmente forte. Enfim, não sei explicar, mas acho isso; os homens tem medo de chegar em mim, acho que essa minha postura, a qual eu não sei definir bem, os faz acreditar por anetcipação em um 'não' daqueles.
E o que eu posso fazer?
Nada! Eu respondo. Isso sou eu, puramente e simplesmente eu. Não vou ficar mudando pra ficar me encachando em padrões ou coisas afins.
Acredito que quem valer a pena, vai tentar, vai arriscar.
Pode ser que essa pessoa nunca chegue.
Mas em nenhum momento eu vou poder me arrepender por ter sido qualquer outra pessoa, que não eu mesma.
Enquanto isso. Me deixo levar pela pele. Por essa vida dos sem namorados. Das relações frias e superficiais. Se é o que eu posso ter, por ora, então é o que eu usufruo.

Desabafo. Meu pra mim mesma! ;)

Enfim, por ora-
Estado Civil: Solteira.

domingo, 8 de novembro de 2009

Homens, um mal necessário

Certamente que nós, mulheres, tentamos a todo o custo convencer a nós mesmas de que homens são desnecessários, que nós, mulheres além de tudo, independentes, podemos viver tranquilamente sem eles.
Eu mesma, muitas vezes tento arduamente pensar assim, mas aí vem um nó pra ser tirado, uma tomada pra ser concertada e o fecho-eclair de um vestido pra ser fechado.
E puff!
Tentativas todas frustadas!
Homens, não vivemos sem eles! rs

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Homenagem a Deus.


Ao relembrar, como sempre, com ternura e saudade, dos meus tempos de cp2 me veio a cabeça a nossa colação de grau, onde a Tainá ficou incubida de organizar as pessoas que falariam no cerimonial.
Mas, como era de se esperar, enrolada que só ela, no final ficou faltando uma pessoa. Desesperada, ela me pediu pra ler alguma coisa lá na frente pois faltava um dia e ela não tava arranjando ninguém. Com certa relutância, aceitei.
Mas aceitei crente que era só chegar lá e ler alguma coisa que já estava escrita.
Não, não era. Eu teria que escrever o que eu ia falar.
Ui, tenso, não?
Mas como se não fosse suficiente, adivinha qual parte que eu ficaria responsável?
'Homenagem a Deus".
Sim, logo eu.
Eu com tantas idéias embaralhadas que não sei nem direito no que acredito. Eu que definitivamente não sou uma pessoa religiosa, embora tenha, segundo a definição do orkut, um "lado espiritual independente de religião". Eu, a cética, tinha que mais do que ler, escrever, para Deus.
Não podia voltar atrás, pois já tinha me comprometido.
Enfim, no final, acho que me saí bem:

"Ao atingirmos nossas metas, é sempre importante pararmos um momento para refletir e agradecer sobre todas as nossas conquistas realizadas.
E dentre todos os agradecimentos cabíveis a serem feitos hoje, não podemos esquecer de Deus.
Devemos hoje agradecer a Ele por nos ter dado a oportunidade de entrar neste colégio incrível, pois nós sabemos que essa é uma dádiva para poucos. Devemos agradecer por Ele er nos auxiliado a concluir mais essa etapa de nossas vidas, tendo posto as pessoas certas pra acompanhar nossos caminhos.
Obrigada Deus por não nos desamparar nos momentos em que foi necessário vencer as dificuldades que se impuseram, obrigado por nos ajudar no empenho para passar de ano, por mais que muitas vezes as notas fizessem a gente acreditar que isso não séria possível. Obrigada, por estar conosco desde o princípio, sem nos abandonar nunca, provando hoje a nós mesmo que somos pessoas capazes. Obrigado, enfim, por fazer de nós eternos soldadinhos da ciência."

Arranquei alguns risos até mesmo das diretoras. =p
Saudades da melhor escola de todo o mundo. Vulgo, Colégio Pedro II.